[Capítulo 31]
Jacó viaja de Betel para Hebron. Isaque abençoa Levi e Judá.
31.1 E na lua nova do mês Jacó falou com todos de sua casa dizendo:
"Purifiquem-se e troquem suas vestes, e vamos levantar (acampamento) e
subir para Betel, onde eu fiz um voto com Ele [Deus] no dia em que eu fugi da
face de Esaú, meu irmão, porque Ele [Deus] esteve comigo e me trouxe para
esta terra em paz. E se afastem dos deuses estranhos que existem entre
vocês!"
31.2 E eles desistiram dos deuses estranhos. Os que estavam em sua orelhas
e os que estavam em seus pescoços e os ídolos que Raquel havia roubado
de Labão, seu pai, e ela deu tudo a Jacó. E ele os queimou e os quebrou em
pedaços e os destruiu, e os escondeu debaixo de um carvalho na terra de
Siquém.
31.3 E ele subiu na lua nova do sétimo mês para Betel. E ele construiu um
altar no lugar que ele havia dormido, e ele ergueu um pilar lá, e ele enviou
uma mensagem para seu pai Isaque [dizendo] que ele viria para o sacrifício, e
enviou também (a mensagem) para sua mãe Rebeca.
31.4 E Isaque disse: "Deixe meu filho vir, e deixe-me vê-lo antes de eu
morrer."
31.5 E Jacó foi até seu pai Isaque e até sua mãe Rebeca, para a casa de seu
pai Abraão, e ele trouxe dois de seus filhos com ele, Levi e Judá, e ele veio a
seu pai Isaque e a sua mãe Rebeca.
31.6 E Rebeca veio da torre para a frente para beijar Jacó e abraçá-lo; porque
seu espírito havia se reanimado quando ela ouviu dizer: "Eis que Jacó seu filho chegou." e ela o beijou.
31.7 E ela viu os dois filhos dele, e os reconheceu, e disse pra eles: "São
estes teus filhos, meu filho?" E ela os abraçou e os beijou, e os abençoou
dizendo: "Em vocês a descendência de Abraão se tornará ilustre, e vocês
provarão benção sobre a terra."
31.8 E Jacó adentrou para Isaque, seu pai, para a câmara onde ele estava
deitado, e seus dois filhos estavam com ele, e ele tomou a mão de seu pai, e
abaixando-se o beijou. E Isaque agarrou o pescoço de Jacó, seu filho, e
chorou sobre o seu pescoço.
31.9 E a escuridão deixou os olhos de Isaque, e ele viu os dois filhos de Jacó:
Levi e Judá. E ele disse: "São estes teu filhos, meu filho?" Porque ele são
parecidos contigo."
31.10 E ele disse pra ele que eles eram verdadeiramente seu filhos: "E tu
verdadeiramente vistes que eles são verdadeiramente meus filhos."
31.11 E eles se aproximaram dele, e ele se virou e os beijou e abraçou a
ambos juntos.
31.12 E o espírito da profecia desceu sobre a boca dele, e ele tomou Levi pela
sua mão direita e Judá pela sua esquerda.
31.13 E ele virou-se para Levi primeiro, e começou a abençoá-lo primeiro, e
disse a ele: "Que o Deus de Tudo, o Deus de todas as eras, te abençoe e a
teus filhos por todas as eras.
31.14 E que o Senhor de a ti e a tua descendência grandiosidade e grande
glória, e faça que ti e tua descendência, dentre toda a carne, se aproxime
Dele para servi-lo no Seu santuário como os anjos da presença e como os
santos. E como eles seja a descendência de teus filhos para glória e
grandiosidade e santidade, e que Ele os faça grandes por todas as eras.
31.15 E eles serão juízes e príncipes, e chefes de todos os descendentes de
Jacó. Eles devem falar a palavra do Senhor em justiça, e eles devem
proclamar [julgar, praticar] todos os Seus juízos em justiça. E ele devem
anunciar meus caminhos a Jacó e minhas veredas a Israel. A benção do
Senhor será dada as vossas bocas para abençoar toda a descendência dos amados.
31.16 Tua mãe te chamou pelo nome de Levi, e ela acertou na escolha de teu
nome. Tu estará junto ao Senhor e será companheiro dos filhos de Jacó. Que
a mesa Dele [de Deus] seja tua [mesa], e que tu e teus filhos comam nela. E
que tua mesa seja farta em todas as gerações, e que tua comida não falte em
todas as eras.
31.17 E que todos os que te odeiam caiam diante de ti, e que todos os teus
adversários sejam exterminados e pereçam. E bendito seja aquele que te bem
diz, e maldita seja toda nação que te maldizer."
31.18 E para Judá ele disse: "Que o Senhor te dê força e poder para atropelar
todos os que te odeiam; Um príncipe tu serás, tu e um dos teus filhos, sobre
(todos) os filhos de Jacó; Que teu nome e o nome de teus filhos avancem e
atravessem toda a terra e região. Então os Gentios temerão diante de tua
face, e todas as nações tremerão [e todos os povos tremerão].
31.19 Em ti será o socorro de Jacó, e em ti se achará a salvação de Israel.
31.20 E quando tu te assentares no trono de honra da tua justiça haverá
grande paz para todos os descendentes dos filhos dos amados; Bendito seja
aquele que te abençoar, e todo o que te odiar e te afligir e te maldizer seja
exterminado e destruído da terra e seja amaldiçoado."
{Em Jub 31.18-19 temos profecias sobre a segunda vinda do Rei Jesus.
Quando Isaque profetizando diz: "Que teu nome e o nome de teus filhos
avancem e atravessem toda a terra e região. Então os Gentios temerão diante
de tua face, e todas as nações tremerão [e todos os povos tremerão]. Em ti
será o socorro de Jacó, e em ti se achará a salvação de Israel." e "E quando
tu se assentares no trono de honra da tua justiça haverá grande paz para
todos os descendentes dos filhos dos amados;"}
31.21 E virando-se ele o beijou novamente e o abraçou, e se alegrou
grandemente; porque ele verdadeiramente havia visto os filhos de seu filho
Jacó.
31.22 E ele (Judá?) saiu de entre seus pés e se prostrou e se curvou a ele
[Isaque], e ele [Jacó] os abençoou e descansou lá com Isaque seu pai
naquela noite, e eles comeram e beberam com alegria.
31.23 E ele [Isaque] fez os dois filhos de Jacó dormirem, um na sua direita e o
outro na sua esquerda, e isso lhe foi contado como justiça.
31.24 E Jacó contou a seu pai tudo durante a noite como o Senhor havia o
mostrado grande misericórdia, e como Ele o havia prosperado em todos os
seus caminhos e o protegido de todo o mal.
31.25 E Isaque bem disse ao Deus de seu pai Abraão, que não reteve sua
misericórdia e sua justiça dos filhos de seu servo Isaque.
Rebeca muda-se com Jacó para Betel.
31.26 E pela manhã Jacó contou a seu pai Isaque sobre o voto que ele tinha
feito ao Senhor, e (sobre) a visão que ele tinha visto, e que ele tinha
construído um altar, e que tudo estava pronto para o sacrifício a ser feito
diante do Senhor da forma como ele tinha feito o voto, e que ele tinha vindo
para montá-lo num jumento.
21.27 E Isaque disse a Jacó, seu filho: "Eu não sou capaz de ir contigo,
porque eu sou velho e não sou capaz de suportar o caminho. Vá, meu filho,
em paz; porque eu tenho cento e sessenta anos de idade. Eu não sou mais
capaz de viajar. Monte tua mãe (num jumento) e que ela vá contigo.
31.28 E eu sei, meu filho, que tu vieste por minha causa, e que este dia seja
bem dito no qual tu me viste com vida, e eu também te vi, meu filho.
31.29 Que tu prosperes e cumpras o voto que tu fizestes, e não descartes teu
voto, para que tu não sejas chamado por ter tocado no voto, agora pois se
apresse em cumpri-lo, e que Ele [Deus] se alegre, aquele que fez todas as
coisas para o qual tu fizeste o voto."
31.30 E ele disse a Rebeca: "Vá com Jacó, teu filho." E Rebeca foi com Jacó,
seu filho, e Deborah com ela, e eles foram para Betel.
31.31 E Jacó lembrou-se da oração com a qual seu pai o havia abençoado a
ele a seus dois filhos, Levi e Judá, e ele se alegrou e bem disse a ao Deus de
seus pais, Abraão e Isaque.
31.32 E ele disse: "Agora eu sei que tenho uma esperança eterna, e também meus filhos, diante do Deus de tudo." E assim está ordenado no que diz
respeito aos dois, e eles gravaram para testemunho eterno nas tábuas
celestes como Isaque os abençoou.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
O Livro dos Jubileus - português - Capítulo 30 - traduzido por L.Monk 2012
[Capítulo 30]
A violação de Diná. A volta para a carnificina. As leis sobre o casamento entre
judeus e gentios. Eleição de Levi.
30.1 E no primeiro ano da sexta semana [2143 A.M.] ele subiu para Salem,
para o leste de Siquém, em paz, no quarto mês.
30.2 E lá eles levaram Diná, a filha de Jacó, para a casa de Siquém, os filhos
de Hemor, o Hivita, o príncipe da terra, e ele se deitou com ela e a contaminou
[violou], e ela era uma garotinha, uma criança de doze anos. (Gn 34.2)
30.3 E ele rogava a seu pai e seus irmão para que ela pudesse ser lhe dada
por esposa. E Jacó e seus filhos ficaram irados por causa do homem de
Siquém, porque ele havia contaminado Diná, irmã deles, e eles [os filhos de
Jacó] falaram com eles [filhos de Hemor] com má intenção e fizeram um
acordo enganoso e os enganaram. (Gn 34.4-5)
30.4 E Simeão e Levi vieram inesperadamente a Siquém e executaram
julgamento sobre todos os homens de Siquém, e mataram todos os homens
que eles encontraram, e não deixaram nem sequer um restante. Eles
mataram todos em tormentos porque eles haviam desonrado sua irmã Diná.
(Gn. 34.25)
30.5 E que nunca mais se faça que uma filha de Israel seja contaminada
[violada]; Porque juízo está ordenado no céu contra aquele, que eles
destruam com a espada todos os homens dos Siquemitas porque eles
trouxeram vergonha para Israel.
30.6 E o Senhor os entregou nas mãos dos filhos de Jacó para que eles os
exterminassem com a espada e executassem julgamento sobre eles, e para
que nunca mais seja feito em Israel que uma virgem de Israel seja
contaminada [violada].
30.7 E se existe em Israel algum homem que queira dar sua filha ou sua irmã
para qualquer homem da descendência dos Gentios ele deve certamente
morrer, e eles devem apedrejá-lo com pedras; porque ele trouxe vergonha
para Israel, e eles devem queimar a mulher no fogo, porque ela desonrou o
nome da casa de seu pai, e ela deve ser exterminada de Israel.
30.8 E não permitam que uma mulher adúltera nem impura seja encontrada
em Israel por todos os dias das gerações da terra; porque Israel é santa para
o Senhor, e todo homem que a tenha violado [contaminado] deve certamente
morrer. Eles devem apedrejá-lo com pedras.
30.9 Porque assim foi ordenado e escrito nas tábuas celestes no que diz
respeito aos descendentes de Israel: Aquele que viola [contamina] deve certamente morrer, e ele deve ser apedrejado com pedras.
30.10 E para esta lei não ha limite de dias, e não ha remissão nem expiação.
Mas o homem que violou sua filha deve ser exterminado do meio de Israel,
porque ele deu sua descendência a Moloque, e agiu impiamente em violá-la
[contaminá-la]. (Lv 18.21; Lv 20.2,4; 2Re 26.10; At 7.43)
{Moloque. Demônio do Inferno que requer sacrifício de crianças. (Lv 18.21; Lv
20.2,4; 2Re 26.10; At 7.43)}
30.11 E tu, Moisés, ordene aos filhos de Israel e os exorte a não dar suas
filhas aos Gentios, e não tomar para seus filhos nenhuma das filhas dos
Gentios, porque isso é abominável diante do Senhor.
30.12 Por esta razão eu te escrevi nas palavras da Lei todas as obras do
Siquemitas as quais eles praticaram contra Diná, e como os filhos de Jacó
falaram dizendo: "Nós não daremos nossa filha a um homem que é
incircunciso; porque isto seria uma vergonha para nós." (Gn 34.14)
30.13 E é uma vergonha para Israel, para aqueles que vivem, e para aqueles
que tomam as filhas dos Gentios; porque isto é imundo e abominável para
Israel.
30.14 E Israel não estará livre dessa imundícia se tiver uma esposa das filhas
dos Gentios, ou se der uma de suas filhas a um homem de qualquer dos
Gentios.
30.15 Porque haverá praga sobre praga, e maldição sobre maldição, e todo
julgamento e praga e maldição sobrevirá se ele fizer isto, ou esconder seus
olhos daqueles que cometerem imundícia, ou daqueles que profanam
[contaminam] o Santuário do Senhor, ou daqueles que profanam Seu nome
santo. A nação toda será julgada por toda imundícia e profanação deste
homem.
30.16 E não haverá acepção de pessoas nem consideração de pessoas. Não
será recebido de suas mãos ofertas de frutas, holocaustos [ofertas
queimadas], nem gordura, nem fragrância, nem doce aroma, de forma
aceitável. Mas cada homem ou mulher em Israel que assim fizer é profanador
[contaminador] do santuário.
30.17 Por esta razão eu te ordenei dizendo: "Testifique esse testemunho para
Israel: Veja o que aconteceu como os Siquemitas e seus filhos. Como eles
foram entregues nas mãos de dois filhos de Jacó, e eles os mataram em
agonia, e isto foi-lhes imputado [atribuído] como justiça, e está anotado para
eles como justiça.
30.18 E a tribo de Levi foi escolhida para o sacerdócio, e para serem os
Levitas os que ministram diante do Senhor, como nós (anjos), continuamente,
e para que Levi e seus filhos sejam abençoados para sempre; porque ele
[Levi] foi zeloso para executar justiça, julgamento e vingança sobre todos
aqueles que se levantaram contra Israel.
30.19 E assim eles escreveram como um testemunho em seu favor nas
tábuas celestes, benção e justiça diante do Deus de Tudo.
30.20 E nós lembramos a justiça que o homem cumpriu durante sua vida, em
todas as épocas do ano, até mil gerações eles recordarão disso, e isto virá
para ele e para seus descendentes após ele, e ele foi gravado nas tábuas
celestes como um amigo e um homem justo.
30.21 Todas essas coisas eu escrevi para ti (Moisés) e te ordenei que as
digas aos filhos de Israel, que eles não devem cometer pecado nem
transgredir as ordenanças nem quebrar a aliança que lhes foi ordenada, (mas)
eles devem cumpri-las e serem gravados como amigos.
30.22 Mas se eles transgredirem e praticarem imundícias de todo tipo, eles
serão gravados nas tábuas celestes como adversários, e eles serão tirados
[reembolsados] do livro da vida, e eles serão gravados no livro daqueles que
serão destruídos, junto aqueles que serão exterminados da terra.
30.22 E no dia em que os filhos de Jacó mataram Siquém um escrito foi
gravado em seu favor no céu de que eles executaram justiça, retidão e
vingança sobre os pecadores, e isso foi escrito por benção.
30.24 E eles trouxeram Diná, irmã deles, da casa de Siquém, e eles
capturaram tudo o que estava em Siquém, suas ovelhas e seus novilhos e
seus jumentos e toda a sua riqueza, e todos os seus rebanhos, e trouxeram
tudo para Jacó seu pai.
30.25 E ele os repreendeu porque eles tinham posto a cidade sobre a espada porque ele temia aqueles que habitavam naquela terra, os Cananeus e os
Perizeus.
30.26 E o temor do Senhor estava sobre as cidades que circunvizinhavam
Siquém, e eles não se levantaram para perseguir os filhos de Jacó, porque
terror havia caído sobre eles.
A violação de Diná. A volta para a carnificina. As leis sobre o casamento entre
judeus e gentios. Eleição de Levi.
30.1 E no primeiro ano da sexta semana [2143 A.M.] ele subiu para Salem,
para o leste de Siquém, em paz, no quarto mês.
30.2 E lá eles levaram Diná, a filha de Jacó, para a casa de Siquém, os filhos
de Hemor, o Hivita, o príncipe da terra, e ele se deitou com ela e a contaminou
[violou], e ela era uma garotinha, uma criança de doze anos. (Gn 34.2)
30.3 E ele rogava a seu pai e seus irmão para que ela pudesse ser lhe dada
por esposa. E Jacó e seus filhos ficaram irados por causa do homem de
Siquém, porque ele havia contaminado Diná, irmã deles, e eles [os filhos de
Jacó] falaram com eles [filhos de Hemor] com má intenção e fizeram um
acordo enganoso e os enganaram. (Gn 34.4-5)
30.4 E Simeão e Levi vieram inesperadamente a Siquém e executaram
julgamento sobre todos os homens de Siquém, e mataram todos os homens
que eles encontraram, e não deixaram nem sequer um restante. Eles
mataram todos em tormentos porque eles haviam desonrado sua irmã Diná.
(Gn. 34.25)
30.5 E que nunca mais se faça que uma filha de Israel seja contaminada
[violada]; Porque juízo está ordenado no céu contra aquele, que eles
destruam com a espada todos os homens dos Siquemitas porque eles
trouxeram vergonha para Israel.
30.6 E o Senhor os entregou nas mãos dos filhos de Jacó para que eles os
exterminassem com a espada e executassem julgamento sobre eles, e para
que nunca mais seja feito em Israel que uma virgem de Israel seja
contaminada [violada].
30.7 E se existe em Israel algum homem que queira dar sua filha ou sua irmã
para qualquer homem da descendência dos Gentios ele deve certamente
morrer, e eles devem apedrejá-lo com pedras; porque ele trouxe vergonha
para Israel, e eles devem queimar a mulher no fogo, porque ela desonrou o
nome da casa de seu pai, e ela deve ser exterminada de Israel.
30.8 E não permitam que uma mulher adúltera nem impura seja encontrada
em Israel por todos os dias das gerações da terra; porque Israel é santa para
o Senhor, e todo homem que a tenha violado [contaminado] deve certamente
morrer. Eles devem apedrejá-lo com pedras.
30.9 Porque assim foi ordenado e escrito nas tábuas celestes no que diz
respeito aos descendentes de Israel: Aquele que viola [contamina] deve certamente morrer, e ele deve ser apedrejado com pedras.
30.10 E para esta lei não ha limite de dias, e não ha remissão nem expiação.
Mas o homem que violou sua filha deve ser exterminado do meio de Israel,
porque ele deu sua descendência a Moloque, e agiu impiamente em violá-la
[contaminá-la]. (Lv 18.21; Lv 20.2,4; 2Re 26.10; At 7.43)
{Moloque. Demônio do Inferno que requer sacrifício de crianças. (Lv 18.21; Lv
20.2,4; 2Re 26.10; At 7.43)}
30.11 E tu, Moisés, ordene aos filhos de Israel e os exorte a não dar suas
filhas aos Gentios, e não tomar para seus filhos nenhuma das filhas dos
Gentios, porque isso é abominável diante do Senhor.
30.12 Por esta razão eu te escrevi nas palavras da Lei todas as obras do
Siquemitas as quais eles praticaram contra Diná, e como os filhos de Jacó
falaram dizendo: "Nós não daremos nossa filha a um homem que é
incircunciso; porque isto seria uma vergonha para nós." (Gn 34.14)
30.13 E é uma vergonha para Israel, para aqueles que vivem, e para aqueles
que tomam as filhas dos Gentios; porque isto é imundo e abominável para
Israel.
30.14 E Israel não estará livre dessa imundícia se tiver uma esposa das filhas
dos Gentios, ou se der uma de suas filhas a um homem de qualquer dos
Gentios.
30.15 Porque haverá praga sobre praga, e maldição sobre maldição, e todo
julgamento e praga e maldição sobrevirá se ele fizer isto, ou esconder seus
olhos daqueles que cometerem imundícia, ou daqueles que profanam
[contaminam] o Santuário do Senhor, ou daqueles que profanam Seu nome
santo. A nação toda será julgada por toda imundícia e profanação deste
homem.
30.16 E não haverá acepção de pessoas nem consideração de pessoas. Não
será recebido de suas mãos ofertas de frutas, holocaustos [ofertas
queimadas], nem gordura, nem fragrância, nem doce aroma, de forma
aceitável. Mas cada homem ou mulher em Israel que assim fizer é profanador
[contaminador] do santuário.
30.17 Por esta razão eu te ordenei dizendo: "Testifique esse testemunho para
Israel: Veja o que aconteceu como os Siquemitas e seus filhos. Como eles
foram entregues nas mãos de dois filhos de Jacó, e eles os mataram em
agonia, e isto foi-lhes imputado [atribuído] como justiça, e está anotado para
eles como justiça.
30.18 E a tribo de Levi foi escolhida para o sacerdócio, e para serem os
Levitas os que ministram diante do Senhor, como nós (anjos), continuamente,
e para que Levi e seus filhos sejam abençoados para sempre; porque ele
[Levi] foi zeloso para executar justiça, julgamento e vingança sobre todos
aqueles que se levantaram contra Israel.
30.19 E assim eles escreveram como um testemunho em seu favor nas
tábuas celestes, benção e justiça diante do Deus de Tudo.
30.20 E nós lembramos a justiça que o homem cumpriu durante sua vida, em
todas as épocas do ano, até mil gerações eles recordarão disso, e isto virá
para ele e para seus descendentes após ele, e ele foi gravado nas tábuas
celestes como um amigo e um homem justo.
30.21 Todas essas coisas eu escrevi para ti (Moisés) e te ordenei que as
digas aos filhos de Israel, que eles não devem cometer pecado nem
transgredir as ordenanças nem quebrar a aliança que lhes foi ordenada, (mas)
eles devem cumpri-las e serem gravados como amigos.
30.22 Mas se eles transgredirem e praticarem imundícias de todo tipo, eles
serão gravados nas tábuas celestes como adversários, e eles serão tirados
[reembolsados] do livro da vida, e eles serão gravados no livro daqueles que
serão destruídos, junto aqueles que serão exterminados da terra.
30.22 E no dia em que os filhos de Jacó mataram Siquém um escrito foi
gravado em seu favor no céu de que eles executaram justiça, retidão e
vingança sobre os pecadores, e isso foi escrito por benção.
30.24 E eles trouxeram Diná, irmã deles, da casa de Siquém, e eles
capturaram tudo o que estava em Siquém, suas ovelhas e seus novilhos e
seus jumentos e toda a sua riqueza, e todos os seus rebanhos, e trouxeram
tudo para Jacó seu pai.
30.25 E ele os repreendeu porque eles tinham posto a cidade sobre a espada porque ele temia aqueles que habitavam naquela terra, os Cananeus e os
Perizeus.
30.26 E o temor do Senhor estava sobre as cidades que circunvizinhavam
Siquém, e eles não se levantaram para perseguir os filhos de Jacó, porque
terror havia caído sobre eles.
O Livro dos Jubileus - português - Capítulo 29 - traduzido por L.Monk 2012
[Capítulo 29]
Jacob foge com sua família. Seu encontro com Labão.
29.1 E aconteceu quando Raquel deu a luz a José, que Labão foi tosquiar
suas ovelhas; porque eles estavam distantes dele uma jornada de três dias.
29.2 E Jacó viu que Labão estava indo tosquiar suas ovelhas, e Jacó chamou
Lia e Raquel e falou gentilmente a elas que elas deveriam ir com ele para a
terra de Canaã.
29.3 Porque ele disse a elas como ele tinha visto tudo em um sonho, mesmo
tudo o que Ele [Deus] havia lhe dito que ele deveria retornar a casa de seu
pai, e elas disseram: "Para todo lugar que tu fores nós iremos contigo."
29.4 E Jacó bem disse ao Deus de Isaque seu pai, e o Deus de Abraão pai de
seu pai, e ele levantou-se e montou suas esposas e seus filhos, e tomou
todas as suas posses e cruzou o rio, e veio para a terra de Gileade, e Jacó
escondeu suas intenções de Labão e não o avisou.
29.5 E ao sétimo ano da quarta semana Jacó virou em direção a Gileade, no
primeiro mês no vigésimo primeiro [dia]. [2135 A.M.] E Labão o perseguiu e
alcançou Jacó na montanha de Gileade no primeiro mês no dia décimo
terceiro.
29.6 E o Senhor não o permitiu ferir Jacó; porque ele apareceu a ele num
sonho naquela noite. E Labão falou com Jacó.
26.7 E no décimo quinto daqueles dias Jacó fez uma festa para Labão, e para
todos os que vieram com ele, e Jacó jurou a Labão naquele dia, e Labão
também a Jacó, que nenhum deveria cruzar a montanha de Gileade ao outro
com propósito maligno.
26.8 E ele ergueu lá uma monte de pedras como testemunha; por isso o nome
daquele lugar é chamado: "O Monte da Testemunha" por causa desse monte
de pedras. (Gn 31.46)
26.9 Mas antes eles costumavam chamar a terra de Gileade de terra de
Rafaim; porque esta era a terra do Rafaim, e os Rafains nasceram (lá). (Eles
eram) Gigantes os quais tinham dez, nove, oito até sete côvados de altura.
(Provavelmente 5,53m 4,98m 4,43m 3,87m)
(Enoque 7.1-3)
{Em Enoque os gigantes tinham 3000 côvados de altura.}
{A Maioria das fontes concordam que o cúbito Bíblico era igual a 21.8
polegadas (55,37 cm). Veja tabela abaixo.
1 Côvado Romano 17.5 i = 44,4 cm
1 Côvado Grego 18.3 i = 46,28 cm
1 Côvado Egípcio 20.6 i = 52,3 cm
1 Côvado Bíblico 21.8 i = 55,37 cm
Um côvado egípcio era dividido em 7 palmos de 4 dedos cada formando 28
partes de medida no total.}
29.10 E (os Gigantes Rafains) habitavam da terra dos filhos de Amon até o
Monte Hermon, e as cadeiras de seus reinos eram Karnaim, Ashtaroth, Edrei,
Misur e Beon.
29.11 E o Senhor os destruiu (os Gigantes Rafains) por causa da maldade de
suas obras; porque eles eram muito malignos [violentos], e os Amoritas
habitaram no lugar deles, malignos e pecadores, e não há atualmente
pessoas que alcancem a totalidade dos pecados deles, e eles não tem mais
tempo de vida sobre a terra.
29.12 E Jacó enviou Laban embora, e ele voltou para a Mesopotâmia, a terra
do Leste, e Jacó voltou para a terra de Gileade.
Jacó se reconciliou com Esaú, vive em Canaã, e apóia seus pais.
29.13 E ele passou sobre o (Rio) Jaboque no nono mês no [dia] décimo
primeiro. E naquele dia Esaú, seu irmão, veio até ele e ele se reconciliou com
ele, e [Esaú] partiu dele para a terra de Seir, mas Jacó (permaneceu)
habitando nas tentadas [habitou em tendas].
{Aqui em Jub 29.13 novamente fica claro que a expressão "Jacó habitou em
tendas" que vem da tradução literal da versão Etíope do Texto na verdade
significa "Jacó permaneceu nas tendas", ou seja, não levantou-se, ou não
levantou o acampamento, mas "Jacó permaneceu habitando em tendas".
Quando o texto diz: "levantou-se e foi para tal lugar" quer dizer "levantou o
acampamento e mudou-se para tal lugar". Ver Jub 19.13 e Gn 25.27.}
29.14 E no primeiro ano da quinta semana deste jubileu [2136 A.M.] ele cruzou o (Rio) Jordão e habitou além do Jordão, e ele pastoreou suas ovelhas
do mar salgado até Bete Sean [Bethshan], e do Dothan até a floresta de
Akrabbim.
29.15 E ele enviou a seu pai Isaque de todo seu suprimento: roupas,
alimentos, carne, bebida, leite, manteiga [azeite], queijo, e algumas palmeiras
do vale [datas do vale].
{Não sei o que são “datas do vale”, mas as versões de R.H.Charles e de Erich
Weidinger traduzem literalmente isso da mesma forma. Preferi a versão de
George Shodde que diz “palmeiras do vale” embora também não fique claro
que produto é este de primeira necessidade que justifique ser incluído nessa
lista.}
29.16 E também para sua mãe Rebeca quatro vezes por ano, entre as épocas
dos meses, entre lavoura e colheita, e entre o outono e a chuva (estação
chuvosa), e entre o inverno e a primavera, para a torre de Abraão.
29.17 Porque Isaque havia retornado do Poço do Juramento e subido para a
torre de seu pai Abraão, e ele [Isaque] habitava lá longe de seu filho Esaú.
29.18 Porque nos dias em que Jacó foi para a Mesopotâmia Esaú tomou para
si uma esposa (chamada) Maalaf, a filha de Ismael, e ele juntou todas os
rebanhos de seu pai e suas esposas e subiu e habitou no Monte Seir, e
deixou Isaque, seu pai, sozinho no Poço do Juramento.
29.19 E Isaque subiu do Poço do Juramento e habitou na torre de Abraão seu
pai nas montanhas de Hebron.
29.20 E de lá Jacó enviava tudo o que ele enviava a seu pai e sua mãe de
tempos em tempos, tudo o que eles precisavam, e eles abençoavam Jacó de
todo o coração e de toda alma.
Jacob foge com sua família. Seu encontro com Labão.
29.1 E aconteceu quando Raquel deu a luz a José, que Labão foi tosquiar
suas ovelhas; porque eles estavam distantes dele uma jornada de três dias.
29.2 E Jacó viu que Labão estava indo tosquiar suas ovelhas, e Jacó chamou
Lia e Raquel e falou gentilmente a elas que elas deveriam ir com ele para a
terra de Canaã.
29.3 Porque ele disse a elas como ele tinha visto tudo em um sonho, mesmo
tudo o que Ele [Deus] havia lhe dito que ele deveria retornar a casa de seu
pai, e elas disseram: "Para todo lugar que tu fores nós iremos contigo."
29.4 E Jacó bem disse ao Deus de Isaque seu pai, e o Deus de Abraão pai de
seu pai, e ele levantou-se e montou suas esposas e seus filhos, e tomou
todas as suas posses e cruzou o rio, e veio para a terra de Gileade, e Jacó
escondeu suas intenções de Labão e não o avisou.
29.5 E ao sétimo ano da quarta semana Jacó virou em direção a Gileade, no
primeiro mês no vigésimo primeiro [dia]. [2135 A.M.] E Labão o perseguiu e
alcançou Jacó na montanha de Gileade no primeiro mês no dia décimo
terceiro.
29.6 E o Senhor não o permitiu ferir Jacó; porque ele apareceu a ele num
sonho naquela noite. E Labão falou com Jacó.
26.7 E no décimo quinto daqueles dias Jacó fez uma festa para Labão, e para
todos os que vieram com ele, e Jacó jurou a Labão naquele dia, e Labão
também a Jacó, que nenhum deveria cruzar a montanha de Gileade ao outro
com propósito maligno.
26.8 E ele ergueu lá uma monte de pedras como testemunha; por isso o nome
daquele lugar é chamado: "O Monte da Testemunha" por causa desse monte
de pedras. (Gn 31.46)
26.9 Mas antes eles costumavam chamar a terra de Gileade de terra de
Rafaim; porque esta era a terra do Rafaim, e os Rafains nasceram (lá). (Eles
eram) Gigantes os quais tinham dez, nove, oito até sete côvados de altura.
(Provavelmente 5,53m 4,98m 4,43m 3,87m)
(Enoque 7.1-3)
{Em Enoque os gigantes tinham 3000 côvados de altura.}
{A Maioria das fontes concordam que o cúbito Bíblico era igual a 21.8
polegadas (55,37 cm). Veja tabela abaixo.
1 Côvado Romano 17.5 i = 44,4 cm
1 Côvado Grego 18.3 i = 46,28 cm
1 Côvado Egípcio 20.6 i = 52,3 cm
1 Côvado Bíblico 21.8 i = 55,37 cm
Um côvado egípcio era dividido em 7 palmos de 4 dedos cada formando 28
partes de medida no total.}
29.10 E (os Gigantes Rafains) habitavam da terra dos filhos de Amon até o
Monte Hermon, e as cadeiras de seus reinos eram Karnaim, Ashtaroth, Edrei,
Misur e Beon.
29.11 E o Senhor os destruiu (os Gigantes Rafains) por causa da maldade de
suas obras; porque eles eram muito malignos [violentos], e os Amoritas
habitaram no lugar deles, malignos e pecadores, e não há atualmente
pessoas que alcancem a totalidade dos pecados deles, e eles não tem mais
tempo de vida sobre a terra.
29.12 E Jacó enviou Laban embora, e ele voltou para a Mesopotâmia, a terra
do Leste, e Jacó voltou para a terra de Gileade.
Jacó se reconciliou com Esaú, vive em Canaã, e apóia seus pais.
29.13 E ele passou sobre o (Rio) Jaboque no nono mês no [dia] décimo
primeiro. E naquele dia Esaú, seu irmão, veio até ele e ele se reconciliou com
ele, e [Esaú] partiu dele para a terra de Seir, mas Jacó (permaneceu)
habitando nas tentadas [habitou em tendas].
{Aqui em Jub 29.13 novamente fica claro que a expressão "Jacó habitou em
tendas" que vem da tradução literal da versão Etíope do Texto na verdade
significa "Jacó permaneceu nas tendas", ou seja, não levantou-se, ou não
levantou o acampamento, mas "Jacó permaneceu habitando em tendas".
Quando o texto diz: "levantou-se e foi para tal lugar" quer dizer "levantou o
acampamento e mudou-se para tal lugar". Ver Jub 19.13 e Gn 25.27.}
29.14 E no primeiro ano da quinta semana deste jubileu [2136 A.M.] ele cruzou o (Rio) Jordão e habitou além do Jordão, e ele pastoreou suas ovelhas
do mar salgado até Bete Sean [Bethshan], e do Dothan até a floresta de
Akrabbim.
29.15 E ele enviou a seu pai Isaque de todo seu suprimento: roupas,
alimentos, carne, bebida, leite, manteiga [azeite], queijo, e algumas palmeiras
do vale [datas do vale].
{Não sei o que são “datas do vale”, mas as versões de R.H.Charles e de Erich
Weidinger traduzem literalmente isso da mesma forma. Preferi a versão de
George Shodde que diz “palmeiras do vale” embora também não fique claro
que produto é este de primeira necessidade que justifique ser incluído nessa
lista.}
29.16 E também para sua mãe Rebeca quatro vezes por ano, entre as épocas
dos meses, entre lavoura e colheita, e entre o outono e a chuva (estação
chuvosa), e entre o inverno e a primavera, para a torre de Abraão.
29.17 Porque Isaque havia retornado do Poço do Juramento e subido para a
torre de seu pai Abraão, e ele [Isaque] habitava lá longe de seu filho Esaú.
29.18 Porque nos dias em que Jacó foi para a Mesopotâmia Esaú tomou para
si uma esposa (chamada) Maalaf, a filha de Ismael, e ele juntou todas os
rebanhos de seu pai e suas esposas e subiu e habitou no Monte Seir, e
deixou Isaque, seu pai, sozinho no Poço do Juramento.
29.19 E Isaque subiu do Poço do Juramento e habitou na torre de Abraão seu
pai nas montanhas de Hebron.
29.20 E de lá Jacó enviava tudo o que ele enviava a seu pai e sua mãe de
tempos em tempos, tudo o que eles precisavam, e eles abençoavam Jacó de
todo o coração e de toda alma.
O Livro dos Jubileus - português - Capítulo 28 - traduzido por L.Monk 2012
[Capítulo 28]
O Casamento de Jacó com Lia e Raquel. Seus filhos e sua riqueza.
28.1 E ele foi em sua jornada, e veio para as terras do leste, para Labão, o
irmão de Rebeca, e ele estava com ele, e o servia [a Labão] por Raquel, sua
filha, uma semana [de anos].
28.2 E no primeiro ano da terceira semana [2122 A.M.] ele [Jacó] disse a ele:
"Me dê minha esposa, a que pela qual eu te servi por sete anos." e Labão
disse a Jacó: "Eu te darei tua esposa."
28.3 E Labão fez uma festa, e tomou Lia, sua filha mais velha, e a deu a Jacó
por esposa, e a deu Zilpá, empregada dele como sua empregada.
28.4 E ele entrou nela, e eis que ela era Lia. E Jacó ficou irado com Labão e
disse a ele: "Porque tu me fizeste isso? Não te servi eu por Raquel e não por
Lia? Porque me enganaste? Tome tua filha e eu partirei. Porque tu fizeste
maldade contra mim."
28.5 Porque Jacó amava mais Raquel que Lia, porque os olhos de Lia eram
fracos embora sua forma fosse muito atraente; mas Raquel tinha olhos
bonitos e uma forma muito bonita e atraente.
28.6 E Labão disse a Jacó: "Não é praticado em nossa terra dar a mais nova
antes da mais velha." (E o anjo fala a Moisés:) E não está certo fazer isso,
porque está ordenado e escrito nas tábuas celestes que ninguém deve dar a
mais nova antes da mais velha; mas a mais velha deve ser dada primeiro e
depois dela a mais nova. E o homem que assim fizer eles atiram culpa sobre
ele do céu, e ninguém é justo se fizer isso, porque sua obra é má diante do
Senhor.
28.7 E tu [Moisés] comande os filhos de Israel para que eles não façam isso.
Que eles não tomem nem dêem a mais nova antes da mais velha, porque isso
é muito mal.
28.8 E Labão disse a Jacó: "Deixe que os sete dias da festa desta passem, e
eu te darei Raquel, mas que tu me sirvas por mais sete anos, que tu pastoreie
minhas ovelhas como tu fizeste na semana anterior."
28.9 E no dia em que passaram os sete dias da festa de Lia, Labão deu
Raquel a Jacó, de modo que ele servisse-o por outros sete anos, e ele deu a
Raquel Bilá, a irmã de Zilpá, como empregada.
28.10 E ele [Jacó] serviu outros sete anos por Raquel, porque Lia tinha lhe
sido dada por nada.
{OBS em (Jub 27.9) "E ele [Jacó] serviu outros sete anos por Raquel, porque
Lia tinha lhe sido dada por nada. "
Como Jacó havia trabalhado sete anos por Raquel e não por Lia, Lia havia
sido dada por nada, ou seja, faltava Jacó trabalhar os próximos sete anos,
não por Raquel, mas como pagamento por Lia.}
28.11 E o Senhor abriu o ventre de Lia, e ela concebeu e deu a luz a um filho
de Jacó, e ele chamou-o pelo nome de Rubem, no décimo quarto dia do nono
mês, do primeiro ano da terceira semana. [2122 A.M.]
28.12 Mas o ventre de Raquel estava fechado, porque o Senhor viu que Lia
era odiada e Raquel amada.
28.13 E novamente Jacó entrou em Lia e ela concebeu e deu a luz a um
segundo filho de Jacó, e ele o chamou pelo nome de Simeão, no vigésimo
primeiro [dia] do décimo mês do terceiro ano dessa semana. [2124 A.M.]
28.14 E Jacó entrou em Lia e ela concebeu e deu a luz a um terceiro filho, e
ele o chamou pelo nome de Levi, na lua nova do primeiro mês.
28.15 E novamente Jacó entrou nela e ela concebeu e deu a luz a um quarto
filho, e ele o chamou pelo nome de Judá, no décimo quinto [dia] do terceiro
mês, no primeiro ano da quarta semana. [2129 A.M.]
28.16 Por cause de tudo isso Raquel invejava Lia, porque ela não engravidou,
e disse a Jacó: "Me dê filhos." E Jacó disse: "(Por acaso) tenho eu retido de ti
os frutos de teu ventre, (ou) te abandonei eu?"
28.17 E quando Raquel viu que Lia tinha dado a Jacó quatro filhos, Ruben,
Simeão, Levi e Judá, ela disse a ele: "Entre em Bilá, minha empregada, e ela
conceberá e dará a luz a um filho por mim."
28.18 (E ela lhe deu Bilá, sua empregada por esposa.) E ele entrou nela e ela
concebeu e deu a luz a um filho. E ele lhe chamou pelo nome de Dan, no
nono [dia] do sexto mês, no sexto ano da terceira semana. [2127 A.M.]
27.19 E Jacó entrou novamente em Bilá uma segunda vez e ela concebeu e
deu a luz a um outro filho de Jacó. E Raquel o chamou pelo nome de Naftali,
no quinto [dia] do sétimo mês do segundo ano da quarta semana. [2130 A.M.]
27.20 E quando Lia viu que ela tinha tornado-se estéril e não engravidava ela
invejou Raquel e ela também deu sua empregada Zilpá para Jacó como
esposa, e ela concebeu e deu a luz a um filho, e Lia o chamou pelo nome de
Gade, no décimo segundo do oitavo mês do terceiro ano da quarta semana.
[2131 A.M.]
27.21 E ele entrou novamente nela [Zilpá] e ela concebeu e deu a luz a um
segundo filho, e Lia o chamou pelo nome de Aser, no segundo [dia] do décimo
primeiro mês, no quinto ano da quarta semana. [2133 A.M.]
28.22 E Jacó entrou em Lia e ela concebeu e deu a luz a um filho, e ela o
chamou pelo nome de Issacar, no quarto [dia] do quinto mês do quarto ano da
quarta semana, [2132 A.M.] e ela o deu a uma enfermeira.
{Em Jub 27.22 diz que "e ela o deu a uma enfermeira." referindo-se a Issacar.
Acredito que "enfermeira" se refira a pessoa que substitui a mãe para amamentar quando esta está sem leite suficiente. Em Jub 32.30 vemos que
Debora era enfermeira de Rebeca.}
28.23 E Jacó entrou nela [Lia] novamente e ela concebeu e deu a luz a
gêmeos, um filho e uma filha, e ela chamou o filho pelo nome de Zebulom, e a
filha pelo nome de Diná, no sétimo [dia] do sétimo mês do sexto ano da quarta
semana. [2134 A.M.]
28.24 E o Senhor foi gracioso com Raquel e abriu seu ventre, e ela concebeu
e deu a luz a um filho. E ela o chamou pelo nome de José, na lua nova no
quarto mês do sexto ano da quarta semana. [2134 A.M.]
28.25 E nos dias quando José nasceu Jacó disse a Labão: "Me de minhas
esposas e filhos e deixe-me ir a meu pai Isaque, e me deixe fazer para mim
uma casa. Porque eu completei os anos os quais eu te servi por tuas duas
filhas, e eu irei para a casa de meu pai." (Gn 30.30)
28.26 E Labão disse a Jacó: "Fica comigo por teu salário, e pastoreie meu
rebanho para mim novamente, e receba teu salário."
28.27 E eles concordaram um com o outro que ele [Labão] deveria dar a ele
[Jacó] como seu salário aqueles cordeiros e cabritos que nascessem pretos e
os brancos malhados. (Estes) seriam seu rebanho.
28.28 E todas as ovelhas que eram trazidas, (que eram malhados, salpicados
e negros, diversamente marcados), e (também todos) os cordeiros que eles
traziam como elas, e todos os que eram malhados (ou salpicados e os
negros) eram de Jacó e aqueles que não eram (malhados nem salpicados
nem negros) eram de Labão. (Gn 30.32)
28.29 E as posses de Jacó se multiplicaram muitíssimo, e ele possuiu bois,
ovelhas, jumentos, camelos, servos e servas.
28.30 E Labão e seus filhos invejaram Jacó, e Labão tomou de volta suas
ovelhas dele, e ele o observou com más intenções.
O Casamento de Jacó com Lia e Raquel. Seus filhos e sua riqueza.
28.1 E ele foi em sua jornada, e veio para as terras do leste, para Labão, o
irmão de Rebeca, e ele estava com ele, e o servia [a Labão] por Raquel, sua
filha, uma semana [de anos].
28.2 E no primeiro ano da terceira semana [2122 A.M.] ele [Jacó] disse a ele:
"Me dê minha esposa, a que pela qual eu te servi por sete anos." e Labão
disse a Jacó: "Eu te darei tua esposa."
28.3 E Labão fez uma festa, e tomou Lia, sua filha mais velha, e a deu a Jacó
por esposa, e a deu Zilpá, empregada dele como sua empregada.
28.4 E ele entrou nela, e eis que ela era Lia. E Jacó ficou irado com Labão e
disse a ele: "Porque tu me fizeste isso? Não te servi eu por Raquel e não por
Lia? Porque me enganaste? Tome tua filha e eu partirei. Porque tu fizeste
maldade contra mim."
28.5 Porque Jacó amava mais Raquel que Lia, porque os olhos de Lia eram
fracos embora sua forma fosse muito atraente; mas Raquel tinha olhos
bonitos e uma forma muito bonita e atraente.
28.6 E Labão disse a Jacó: "Não é praticado em nossa terra dar a mais nova
antes da mais velha." (E o anjo fala a Moisés:) E não está certo fazer isso,
porque está ordenado e escrito nas tábuas celestes que ninguém deve dar a
mais nova antes da mais velha; mas a mais velha deve ser dada primeiro e
depois dela a mais nova. E o homem que assim fizer eles atiram culpa sobre
ele do céu, e ninguém é justo se fizer isso, porque sua obra é má diante do
Senhor.
28.7 E tu [Moisés] comande os filhos de Israel para que eles não façam isso.
Que eles não tomem nem dêem a mais nova antes da mais velha, porque isso
é muito mal.
28.8 E Labão disse a Jacó: "Deixe que os sete dias da festa desta passem, e
eu te darei Raquel, mas que tu me sirvas por mais sete anos, que tu pastoreie
minhas ovelhas como tu fizeste na semana anterior."
28.9 E no dia em que passaram os sete dias da festa de Lia, Labão deu
Raquel a Jacó, de modo que ele servisse-o por outros sete anos, e ele deu a
Raquel Bilá, a irmã de Zilpá, como empregada.
28.10 E ele [Jacó] serviu outros sete anos por Raquel, porque Lia tinha lhe
sido dada por nada.
{OBS em (Jub 27.9) "E ele [Jacó] serviu outros sete anos por Raquel, porque
Lia tinha lhe sido dada por nada. "
Como Jacó havia trabalhado sete anos por Raquel e não por Lia, Lia havia
sido dada por nada, ou seja, faltava Jacó trabalhar os próximos sete anos,
não por Raquel, mas como pagamento por Lia.}
28.11 E o Senhor abriu o ventre de Lia, e ela concebeu e deu a luz a um filho
de Jacó, e ele chamou-o pelo nome de Rubem, no décimo quarto dia do nono
mês, do primeiro ano da terceira semana. [2122 A.M.]
28.12 Mas o ventre de Raquel estava fechado, porque o Senhor viu que Lia
era odiada e Raquel amada.
28.13 E novamente Jacó entrou em Lia e ela concebeu e deu a luz a um
segundo filho de Jacó, e ele o chamou pelo nome de Simeão, no vigésimo
primeiro [dia] do décimo mês do terceiro ano dessa semana. [2124 A.M.]
28.14 E Jacó entrou em Lia e ela concebeu e deu a luz a um terceiro filho, e
ele o chamou pelo nome de Levi, na lua nova do primeiro mês.
28.15 E novamente Jacó entrou nela e ela concebeu e deu a luz a um quarto
filho, e ele o chamou pelo nome de Judá, no décimo quinto [dia] do terceiro
mês, no primeiro ano da quarta semana. [2129 A.M.]
28.16 Por cause de tudo isso Raquel invejava Lia, porque ela não engravidou,
e disse a Jacó: "Me dê filhos." E Jacó disse: "(Por acaso) tenho eu retido de ti
os frutos de teu ventre, (ou) te abandonei eu?"
28.17 E quando Raquel viu que Lia tinha dado a Jacó quatro filhos, Ruben,
Simeão, Levi e Judá, ela disse a ele: "Entre em Bilá, minha empregada, e ela
conceberá e dará a luz a um filho por mim."
28.18 (E ela lhe deu Bilá, sua empregada por esposa.) E ele entrou nela e ela
concebeu e deu a luz a um filho. E ele lhe chamou pelo nome de Dan, no
nono [dia] do sexto mês, no sexto ano da terceira semana. [2127 A.M.]
27.19 E Jacó entrou novamente em Bilá uma segunda vez e ela concebeu e
deu a luz a um outro filho de Jacó. E Raquel o chamou pelo nome de Naftali,
no quinto [dia] do sétimo mês do segundo ano da quarta semana. [2130 A.M.]
27.20 E quando Lia viu que ela tinha tornado-se estéril e não engravidava ela
invejou Raquel e ela também deu sua empregada Zilpá para Jacó como
esposa, e ela concebeu e deu a luz a um filho, e Lia o chamou pelo nome de
Gade, no décimo segundo do oitavo mês do terceiro ano da quarta semana.
[2131 A.M.]
27.21 E ele entrou novamente nela [Zilpá] e ela concebeu e deu a luz a um
segundo filho, e Lia o chamou pelo nome de Aser, no segundo [dia] do décimo
primeiro mês, no quinto ano da quarta semana. [2133 A.M.]
28.22 E Jacó entrou em Lia e ela concebeu e deu a luz a um filho, e ela o
chamou pelo nome de Issacar, no quarto [dia] do quinto mês do quarto ano da
quarta semana, [2132 A.M.] e ela o deu a uma enfermeira.
{Em Jub 27.22 diz que "e ela o deu a uma enfermeira." referindo-se a Issacar.
Acredito que "enfermeira" se refira a pessoa que substitui a mãe para amamentar quando esta está sem leite suficiente. Em Jub 32.30 vemos que
Debora era enfermeira de Rebeca.}
28.23 E Jacó entrou nela [Lia] novamente e ela concebeu e deu a luz a
gêmeos, um filho e uma filha, e ela chamou o filho pelo nome de Zebulom, e a
filha pelo nome de Diná, no sétimo [dia] do sétimo mês do sexto ano da quarta
semana. [2134 A.M.]
28.24 E o Senhor foi gracioso com Raquel e abriu seu ventre, e ela concebeu
e deu a luz a um filho. E ela o chamou pelo nome de José, na lua nova no
quarto mês do sexto ano da quarta semana. [2134 A.M.]
28.25 E nos dias quando José nasceu Jacó disse a Labão: "Me de minhas
esposas e filhos e deixe-me ir a meu pai Isaque, e me deixe fazer para mim
uma casa. Porque eu completei os anos os quais eu te servi por tuas duas
filhas, e eu irei para a casa de meu pai." (Gn 30.30)
28.26 E Labão disse a Jacó: "Fica comigo por teu salário, e pastoreie meu
rebanho para mim novamente, e receba teu salário."
28.27 E eles concordaram um com o outro que ele [Labão] deveria dar a ele
[Jacó] como seu salário aqueles cordeiros e cabritos que nascessem pretos e
os brancos malhados. (Estes) seriam seu rebanho.
28.28 E todas as ovelhas que eram trazidas, (que eram malhados, salpicados
e negros, diversamente marcados), e (também todos) os cordeiros que eles
traziam como elas, e todos os que eram malhados (ou salpicados e os
negros) eram de Jacó e aqueles que não eram (malhados nem salpicados
nem negros) eram de Labão. (Gn 30.32)
28.29 E as posses de Jacó se multiplicaram muitíssimo, e ele possuiu bois,
ovelhas, jumentos, camelos, servos e servas.
28.30 E Labão e seus filhos invejaram Jacó, e Labão tomou de volta suas
ovelhas dele, e ele o observou com más intenções.
O Livro dos Jubileus - português - Capítulo 27 - traduzido por L.Monk 2012
[Capítulo 27]
Rebecca levou Isaque para Jacó o enviar para a Mesopotâmia. Sonho de
Jacó e os votos a Betel.
27.1 E as palavras de Esaú, seu filho mais velho, foram contadas a Rebeca
em um sonho, e Rebeca mandou chamar seu filho mais novo Jacó e disse a
ele:
27.2 "Eis que teu irmão se vingará de ti com intenção de te matar."
27.3 Agora, pois, meu filho, obedeça minha voz. Levante e fuja para Labão,
meu irmão, para Arã, e fique com ele alguns dias até que a ira de teu irmão
passe e ele remova sua ira de você, e esqueça tudo o que você fizeste, então eu resgatarei você de lá."
27.4 E Jacó disse: "Eu não tenho medo. Se ele quer me matar eu o matarei."
27.5 Mas ela disse a ele: "Não me deixe ser privada de ambos meus filhos em
um dia."
27.6 E Jacó disse a Rebeca sua mãe: "Eis que tu sabes que meu pai tornou-
se velho, e não enxerga porque os olhos deles estão opacos, e se eu o deixar
isto será mal aos olhos deles, porque eu o deixo e parto de ti, e meu pai ficará
irado, e me amaldiçoará. Eu não irei. Somente quando ele me enviar eu irei."
27.7 E Rebeca disse a Jacó: "Eu irei falar com ele, e ele te enviará."
27.8 E Rebeca foi e disse a Isaque: "Eu odeio minha vida por causa das duas
filhas de Hefe as quais Esaú tomou por esposas. Se Jacó tomar esposa
dentre as filhas desta terra tais come estas, porque motivo eu continuarei a
viver? Porque as filhas de Canaã são más."
27.9 E Isaque chamou Jacó e o abençoou, e o admoestou [alertou] dizendo a
ele:
27.10 "Não tome por esposa nenhuma das filhas de Canaã. Levante e vá para
a Mesopotâmia, para a casa de Bethuel, o pai de tua mãe, e tome para ti uma
esposa de lá, das filhas de Labão, irmão de tua mãe.
27.11 E que o Deus Todo Poderoso te abençoe, cresça e multiplique de modo
que tu venhas a se tornar um grupo de nações, e dê a ti as bênçãos de meu
pai Abraão, para ti e para tua descendência após ti, e que tu possas herdar a
terra de tua peregrinação e toda a terra que Deus deu a Abraão. Vá, meu
filho, em paz."
27.12 E Isaque enviou Jacó, e ele foi para a Mesopotâmia, para Labão, o filho
de Bethua o Sírio, o Irmão de Rebeca, mãe de Jacó.
27.13 E aconteceu depois de Jacó ter chegado na Mesopotâmia, que o
espírito de Rebeca se entristeceu por seu filho [Jacó], e ela chorou.
27.14 E Isaque disse a Rebeca: "Minha Irmã, não chores por causa de Jacó,
meu filho, porque ele foi em paz e em paz ele retornará.
27.15 O Deus altíssimo o preservará de todo o mal, e estará com ele, porque
Ele não o abandonará em todos os seus dias.
27.16 Porque eu sei que os dias deles serão prósperos em todas as coisas
onde quer que ele ande, até que ele retorne em paz para nós, e nós o
veremos em paz.
27.17 Não temas por causa dele, minha irmã, porque ele está no caminho da
retidão e ele é um homem perfeito, e ele é fiel e não perecerá. Não chores. "
27.18 E Isaque confortou Rebeca no que diz respeito a seu filho Jacó, e o
abençoou.
27.19 E Jacó foi para o Poço do Juramento para ir para Arã no primeiro ano
da segunda semana do quadragésimo quarto jubileu, e ele foi até Luz nas
montanhas, que é Betel, na lua nova do primeiro mês desta semana, [2115
A.M.] e ele chegou ao local no entardecer e mudou de direção para o oeste da
estrada naquela noite. E ele dormiu lá, porque o sol havia se posto.
27.20 E ele tomou uma das pedras daquele lugar e deitou debaixo de uma
arvore, e ele estava viajando sozinho, e dormiu.
27.21 E ele sonhou naquela noite, e eis que uma escada se apoiou sobre a
terra, e o topo dela alcançava o céu, e eis que os anjos do Senhor subiam e
desciam dela. E eis que o Senhor estava sobre ela.
27.22 E ele falou com Jacó e disse: "Eu sou o Senhor Deus de Abraão, teu
pai, e Deus de Isaque. A terra que tu estás dormindo, eu a darei a ti e a tua
descendência após ti.
27.23 E tua descendência será (numerosa) como o pó da terra, e tu crescerás
para oeste e para leste, para o norte e para o sul, e em ti e em tua
descendência todas as famílias das nações serão abençoadas.
27.24 E eis que eu estarei contigo, e eu te guardarei por onde quer que tu
fores, e eu te trarei novamente a esta terra em paz, porque eu não te deixarei
até que eu te faça tudo conforme te falei."
27.25 E Jacó acordou de seu sono, e disse: "Verdadeiramente esse lugar é a casa de Deus, e eu não sabia." E ele estava com medo e disse: "Terrível
[Temível] é este lugar que não é outro senão a casa de Deus, e este é o portal
do céu."
27.26 E Jacó levantou-se cedo pela manhã, e tomou a pedra que ele tinha
posto debaixo de sua cabeça e a colocou de pé como um pilar, e ele
derramou azeite no topo dela. E ele chamou aquele lugar de Betel, mas o
nome do lugar era Luz anteriormente.
27.27 E Jacó fez um voto com Deus dizendo: "Se o Senhor for comigo e me
guardar neste caminho que eu irei, e me der pão para comer e vestes para
vestir, de modo que eu volte para a casa de meu pai em paz, então o Senhor
será meu Deus, e esta pedra que eu coloquei de pé como pilar e como um
sinal neste lugar será a casa do Senhor, e de tudo o que tu me der eu darei o
dízimo a ti, meu Deus."
Rebecca levou Isaque para Jacó o enviar para a Mesopotâmia. Sonho de
Jacó e os votos a Betel.
27.1 E as palavras de Esaú, seu filho mais velho, foram contadas a Rebeca
em um sonho, e Rebeca mandou chamar seu filho mais novo Jacó e disse a
ele:
27.2 "Eis que teu irmão se vingará de ti com intenção de te matar."
27.3 Agora, pois, meu filho, obedeça minha voz. Levante e fuja para Labão,
meu irmão, para Arã, e fique com ele alguns dias até que a ira de teu irmão
passe e ele remova sua ira de você, e esqueça tudo o que você fizeste, então eu resgatarei você de lá."
27.4 E Jacó disse: "Eu não tenho medo. Se ele quer me matar eu o matarei."
27.5 Mas ela disse a ele: "Não me deixe ser privada de ambos meus filhos em
um dia."
27.6 E Jacó disse a Rebeca sua mãe: "Eis que tu sabes que meu pai tornou-
se velho, e não enxerga porque os olhos deles estão opacos, e se eu o deixar
isto será mal aos olhos deles, porque eu o deixo e parto de ti, e meu pai ficará
irado, e me amaldiçoará. Eu não irei. Somente quando ele me enviar eu irei."
27.7 E Rebeca disse a Jacó: "Eu irei falar com ele, e ele te enviará."
27.8 E Rebeca foi e disse a Isaque: "Eu odeio minha vida por causa das duas
filhas de Hefe as quais Esaú tomou por esposas. Se Jacó tomar esposa
dentre as filhas desta terra tais come estas, porque motivo eu continuarei a
viver? Porque as filhas de Canaã são más."
27.9 E Isaque chamou Jacó e o abençoou, e o admoestou [alertou] dizendo a
ele:
27.10 "Não tome por esposa nenhuma das filhas de Canaã. Levante e vá para
a Mesopotâmia, para a casa de Bethuel, o pai de tua mãe, e tome para ti uma
esposa de lá, das filhas de Labão, irmão de tua mãe.
27.11 E que o Deus Todo Poderoso te abençoe, cresça e multiplique de modo
que tu venhas a se tornar um grupo de nações, e dê a ti as bênçãos de meu
pai Abraão, para ti e para tua descendência após ti, e que tu possas herdar a
terra de tua peregrinação e toda a terra que Deus deu a Abraão. Vá, meu
filho, em paz."
27.12 E Isaque enviou Jacó, e ele foi para a Mesopotâmia, para Labão, o filho
de Bethua o Sírio, o Irmão de Rebeca, mãe de Jacó.
27.13 E aconteceu depois de Jacó ter chegado na Mesopotâmia, que o
espírito de Rebeca se entristeceu por seu filho [Jacó], e ela chorou.
27.14 E Isaque disse a Rebeca: "Minha Irmã, não chores por causa de Jacó,
meu filho, porque ele foi em paz e em paz ele retornará.
27.15 O Deus altíssimo o preservará de todo o mal, e estará com ele, porque
Ele não o abandonará em todos os seus dias.
27.16 Porque eu sei que os dias deles serão prósperos em todas as coisas
onde quer que ele ande, até que ele retorne em paz para nós, e nós o
veremos em paz.
27.17 Não temas por causa dele, minha irmã, porque ele está no caminho da
retidão e ele é um homem perfeito, e ele é fiel e não perecerá. Não chores. "
27.18 E Isaque confortou Rebeca no que diz respeito a seu filho Jacó, e o
abençoou.
27.19 E Jacó foi para o Poço do Juramento para ir para Arã no primeiro ano
da segunda semana do quadragésimo quarto jubileu, e ele foi até Luz nas
montanhas, que é Betel, na lua nova do primeiro mês desta semana, [2115
A.M.] e ele chegou ao local no entardecer e mudou de direção para o oeste da
estrada naquela noite. E ele dormiu lá, porque o sol havia se posto.
27.20 E ele tomou uma das pedras daquele lugar e deitou debaixo de uma
arvore, e ele estava viajando sozinho, e dormiu.
27.21 E ele sonhou naquela noite, e eis que uma escada se apoiou sobre a
terra, e o topo dela alcançava o céu, e eis que os anjos do Senhor subiam e
desciam dela. E eis que o Senhor estava sobre ela.
27.22 E ele falou com Jacó e disse: "Eu sou o Senhor Deus de Abraão, teu
pai, e Deus de Isaque. A terra que tu estás dormindo, eu a darei a ti e a tua
descendência após ti.
27.23 E tua descendência será (numerosa) como o pó da terra, e tu crescerás
para oeste e para leste, para o norte e para o sul, e em ti e em tua
descendência todas as famílias das nações serão abençoadas.
27.24 E eis que eu estarei contigo, e eu te guardarei por onde quer que tu
fores, e eu te trarei novamente a esta terra em paz, porque eu não te deixarei
até que eu te faça tudo conforme te falei."
27.25 E Jacó acordou de seu sono, e disse: "Verdadeiramente esse lugar é a casa de Deus, e eu não sabia." E ele estava com medo e disse: "Terrível
[Temível] é este lugar que não é outro senão a casa de Deus, e este é o portal
do céu."
27.26 E Jacó levantou-se cedo pela manhã, e tomou a pedra que ele tinha
posto debaixo de sua cabeça e a colocou de pé como um pilar, e ele
derramou azeite no topo dela. E ele chamou aquele lugar de Betel, mas o
nome do lugar era Luz anteriormente.
27.27 E Jacó fez um voto com Deus dizendo: "Se o Senhor for comigo e me
guardar neste caminho que eu irei, e me der pão para comer e vestes para
vestir, de modo que eu volte para a casa de meu pai em paz, então o Senhor
será meu Deus, e esta pedra que eu coloquei de pé como pilar e como um
sinal neste lugar será a casa do Senhor, e de tudo o que tu me der eu darei o
dízimo a ti, meu Deus."
O Livro dos Jubileus - português - Capítulo 26 - traduzido por L.Monk 2012
[Capítulo 26]
Jacó se apropria da bênção do primogênito.
26.1 E no sétimo ano desta semana [2114 A.M.] Isaque chamou Esaú, seu
filho mais velho, e disse a ele: "Eu estou velho, meu filho, e eis que meus
olhos estão fracos de visão, e eu não conheço o dia de minha morte.
26.2 E agora tome tuas armas de caça, tua aljava e teu arco, e saia aos
campos, e cace e me traga, filho meu, e me prepare uma carne saborosa, do modo que minha alma gosta, e traga para mim para que eu coma, e para que
minha alma possa te abençoar (diante do Senhor) antes de eu morrer." (Jub
25.5)
26.3 Mas Rebeca ouviu Isaque falando com Esaú.
26.4 E Esaú saiu cedo para os campos caçar e trazer algo para casa para seu
pai.
26.5 E Rebeca chamou Jacó, seu filho, e disse a ele: "Eis que eu ouvi Isaque,
seu pai, falar com Esaú, seu irmão, dizendo: "Cace para mim, e me faça uma
carne saborosa, e me traga para que eu possa comer e te abençoar diante do
Senhor antes de eu morrer."
26.6 E agora, meu filho, obedeça minha voz no que eu te ordenarei: "Vá ao
teu rebanho e traga-me dois bons cabritos, e eu farei deles carne saborosa
para teu pai, do modo que ele gosta, e tu deves trazê-la a teu pai para que ele
coma e abençoe a ti diante do Senhor antes dele morrer, e que tu possas ser
abençoado."
26.7 E Jacó disse a Rebeca sua mãe: "Mãe, eu não reterei nada que meu pai
venha comer, e que lhe agrade. Eu somente temo, minha mãe, que ele
reconheça minha voz e queira me tocar.
26.8 E tu sabes que eu sou liso, e Esaú, meu irmão é peludo. E eu serei
considerado por ele como malfeitor. [Como alguém] que fez uma obra que não
lhe foi ordenada. E [temo] que ele fique indignado comigo, e que eu traga
sobre mim uma maldição e não uma benção."
26.9 E Rebeca, sua mãe, disse a ele: "Seja sobre mim tua maldição. Apenas
obedeça minha voz."
26.10 E Jacó obedeceu a voz de Rebeca, sua mãe, e foi buscar dois bons e
gordos cabritos, e os trouxe para sua mãe, e sua mãe fez deles carne
saborosa [uma refeição] do modo que ele gostava.
26.11 E Rebeca tomou as melhores roupas de Esaú, seu filho mais velho, que
estavam com ela na casa, e ela costurou para Jacó, seu filho mais novo, e ela
pois as peles dos cabritos sobre as mãos dele e sobre as partes expostas do
pescoço.
26.12 E ela deu a carne e o pão que ela havia preparado nas mãos de seu
filho Jacó.
26.13 E Jacó foi a seu pai e disse: "Eu sou teu filho: Eu tenho feito conforme
tu me pedes. Se aproxime, sente e coma do que eu capturei, pai, que tua
alma possa me abençoar."
26.14 E Isaque disse a seu filho: "Como tu encontraste tão rapidamente, meu
filho?"
26.15 E Jacó disse: "Porque o Senhor teu Deus me fez achar."
26.16 E Isaque disse a ele: "Venha para perto para que eu possa te sentir,
meu filho, se tu és meu filho Esaú ou não."
26.17 E Jacó se aproximou de Isaque, seu pai, e ele o sentiu e disse:
26.18 "A voz é de Jacó, mas as mãos são de Esaú." E ele não o reconheceu,
porque era uma dispensa do céu para remover seu poder de percepção e
Isaque não o discerniu, porque suas mãos eram peludas como as de seu
irmão Esaú, de modo que ele o abençoou.
26.19 E ele disse: "És tu meu filho Esaú?" e ele disse: "Eu sou teu filho." e ele
disse:
26.20 "Traga para perto de mim para que eu possa comer disso que tu
capturaste, meu filho, para que minha alma possa te abençoar."
26.21 E Isaque, seu pai, disse a ele: "Aproxime-se e me beije, meu filho. " E
ele se aproximou e o beijou.
26.22 E ele cheirou o cheiro de suas vestes, e ele o abençoou dizendo: "Eis
que o cheiro de meu filho é como o cheiro de um campo abençoado pelo
Senhor.
26.23 Que o Senhor te de do orvalho do céu e do orvalho da terra, e
abundância de milho e azeite. Que nações te sirvam e povos curvem-se
diante de ti.
26.24 Sejas senhor sobre teus irmãos, e que os filhos de tua mãe se curvem a
ti. E que todas as bênçãos com as quais o Senhor me abençoou e abençoou
Abraão, meu pai, sejam imputadas a ti e a tua descendência para sempre.
Maldito seja aquele que te amaldiçoar e bendito seja aquele que te abençoar.
"
26.25 E aconteceu, após Isaque terminar de abençoar seu filho Jacó, e Jacó
ter partido de Isaque e se escondido, que Esaú, seu Irmão, entrou voltando de
sua caçada.
26.25 E ele também preparou carne saborosa, e a trouxe a sei pai, e ele disse
a seu pai: "Que meu pai possa se achegar e comer de meu guisado e que sua
alma possa me abençoar."
26.27 E Isaque, seu pai, disse a ele: "Quem és tu?" E ele [Esaú] disse a ele
[Isaque]: "Eu sou teu primogênito, teu filho Esaú. E eu fiz conforme tu me
ordenaste."
26.28 E Isaque estava muitíssimo espantado e disse: "Quem é aquele que
caçõu e capturou e trouxe-me e eu de tudo comi antes de tu chegar e o
abençoei? Ele foi abençoado e toda descendência dele para sempre!"
26.29 E aconteceu quando Esaú ouviu essas palavras de seu pai Isaque que
ele gritou [chorou] em voz muito alta e lamentosa, e disse a seu pai: "Abençoa
também a mim, pai."
26.30 E ele disse para ele: "Teu irmão veio com astúcia e tomou tua benção."
E ele disse: "Agora eu sei porque o nome dele é Jacó. Eis que ele me tapeou
essas duas vezes: Ele tomou meu direito de primogenitura, e agora ele tomou
minha benção!"
{Aqui em Jub 26.30 escolhi na tradução o termo "tapeou", visto que é um
engano sem mentira. Um truque que Jacó e Deus aplicaram para fazer a
vontade de Deus pré determinada de que através de Jacó seria a
descendência prometida a Abraão. Notemos que Jacó cuida suas palavras e
não mente. Em inglês estava "supplanted" (suplantou) e em alemão estava
"hat betrogen" (enganou). Notemos que Jacó não rouba o direito de
primogenitura, ele compra. E no truque da benção de Isaque notemos que
Deus havia dito a Isaque que por Jacó seria a descendência prometida, mas
Isaque deixou que sua preferência pessoal por Esaú o levasse a querer Esaú, ou seja, Isaque deixou de ouvir a Deus e quis fazer da maneira Dele. Assim
Deus confundiu Isaque para cumprir, ainda que sem a colaboração de Isaque,
seu plano de trazer a descendência de Abraão por Jacó. Esse evento nos
mostra também que a vontade de Deus é soberana e ainda que lutemos não
podemos contra ela.}
26.31 E ele disse: "Tu reservaste uma benção pra mim, pai?" e Isaque
respondeu a Esaú: "Eis que eu o fiz teu senhor, e toda tua descendência eu
lhe dei por servos, e com abundância de milho, vinho e azeite eu o fortaleci. E
agora o que eu poderia fazer por ti, meu filho?"
26.32 E Esaú disse a Isaque, seu pai: "Tu só tem uma benção, oh pai?
Abençoe a mim também, pai." E Esaú levantou sua voz e chorou.
26.33 E Isaque respondeu e disse a ele: "Eis que longe do orvalho da terra
será tua habitação, e longe do orvalho do céu acima.
26.33 E pela tua espada tu viverás, e tu servirás teu irmão. E acontecerá que
quando tu se tornar grande, e quando for tirado [sacudido] o jugo de teu
pescoço, tu pecarás um completo pecado de morte, e tua descendência será
exterminada da terra."
26.33 E Esaú passou a ameaçar Jacó por causa de benção que seu pai dera
a ele. [Jacó] E ele [Esaú] disse em seu coração [mente]: "Que venham os dias
do luto de meu pai para que eu possa matar meu irmão Jacó."
Jacó se apropria da bênção do primogênito.
26.1 E no sétimo ano desta semana [2114 A.M.] Isaque chamou Esaú, seu
filho mais velho, e disse a ele: "Eu estou velho, meu filho, e eis que meus
olhos estão fracos de visão, e eu não conheço o dia de minha morte.
26.2 E agora tome tuas armas de caça, tua aljava e teu arco, e saia aos
campos, e cace e me traga, filho meu, e me prepare uma carne saborosa, do modo que minha alma gosta, e traga para mim para que eu coma, e para que
minha alma possa te abençoar (diante do Senhor) antes de eu morrer." (Jub
25.5)
26.3 Mas Rebeca ouviu Isaque falando com Esaú.
26.4 E Esaú saiu cedo para os campos caçar e trazer algo para casa para seu
pai.
26.5 E Rebeca chamou Jacó, seu filho, e disse a ele: "Eis que eu ouvi Isaque,
seu pai, falar com Esaú, seu irmão, dizendo: "Cace para mim, e me faça uma
carne saborosa, e me traga para que eu possa comer e te abençoar diante do
Senhor antes de eu morrer."
26.6 E agora, meu filho, obedeça minha voz no que eu te ordenarei: "Vá ao
teu rebanho e traga-me dois bons cabritos, e eu farei deles carne saborosa
para teu pai, do modo que ele gosta, e tu deves trazê-la a teu pai para que ele
coma e abençoe a ti diante do Senhor antes dele morrer, e que tu possas ser
abençoado."
26.7 E Jacó disse a Rebeca sua mãe: "Mãe, eu não reterei nada que meu pai
venha comer, e que lhe agrade. Eu somente temo, minha mãe, que ele
reconheça minha voz e queira me tocar.
26.8 E tu sabes que eu sou liso, e Esaú, meu irmão é peludo. E eu serei
considerado por ele como malfeitor. [Como alguém] que fez uma obra que não
lhe foi ordenada. E [temo] que ele fique indignado comigo, e que eu traga
sobre mim uma maldição e não uma benção."
26.9 E Rebeca, sua mãe, disse a ele: "Seja sobre mim tua maldição. Apenas
obedeça minha voz."
26.10 E Jacó obedeceu a voz de Rebeca, sua mãe, e foi buscar dois bons e
gordos cabritos, e os trouxe para sua mãe, e sua mãe fez deles carne
saborosa [uma refeição] do modo que ele gostava.
26.11 E Rebeca tomou as melhores roupas de Esaú, seu filho mais velho, que
estavam com ela na casa, e ela costurou para Jacó, seu filho mais novo, e ela
pois as peles dos cabritos sobre as mãos dele e sobre as partes expostas do
pescoço.
26.12 E ela deu a carne e o pão que ela havia preparado nas mãos de seu
filho Jacó.
26.13 E Jacó foi a seu pai e disse: "Eu sou teu filho: Eu tenho feito conforme
tu me pedes. Se aproxime, sente e coma do que eu capturei, pai, que tua
alma possa me abençoar."
26.14 E Isaque disse a seu filho: "Como tu encontraste tão rapidamente, meu
filho?"
26.15 E Jacó disse: "Porque o Senhor teu Deus me fez achar."
26.16 E Isaque disse a ele: "Venha para perto para que eu possa te sentir,
meu filho, se tu és meu filho Esaú ou não."
26.17 E Jacó se aproximou de Isaque, seu pai, e ele o sentiu e disse:
26.18 "A voz é de Jacó, mas as mãos são de Esaú." E ele não o reconheceu,
porque era uma dispensa do céu para remover seu poder de percepção e
Isaque não o discerniu, porque suas mãos eram peludas como as de seu
irmão Esaú, de modo que ele o abençoou.
26.19 E ele disse: "És tu meu filho Esaú?" e ele disse: "Eu sou teu filho." e ele
disse:
26.20 "Traga para perto de mim para que eu possa comer disso que tu
capturaste, meu filho, para que minha alma possa te abençoar."
26.21 E Isaque, seu pai, disse a ele: "Aproxime-se e me beije, meu filho. " E
ele se aproximou e o beijou.
26.22 E ele cheirou o cheiro de suas vestes, e ele o abençoou dizendo: "Eis
que o cheiro de meu filho é como o cheiro de um campo abençoado pelo
Senhor.
26.23 Que o Senhor te de do orvalho do céu e do orvalho da terra, e
abundância de milho e azeite. Que nações te sirvam e povos curvem-se
diante de ti.
26.24 Sejas senhor sobre teus irmãos, e que os filhos de tua mãe se curvem a
ti. E que todas as bênçãos com as quais o Senhor me abençoou e abençoou
Abraão, meu pai, sejam imputadas a ti e a tua descendência para sempre.
Maldito seja aquele que te amaldiçoar e bendito seja aquele que te abençoar.
"
26.25 E aconteceu, após Isaque terminar de abençoar seu filho Jacó, e Jacó
ter partido de Isaque e se escondido, que Esaú, seu Irmão, entrou voltando de
sua caçada.
26.25 E ele também preparou carne saborosa, e a trouxe a sei pai, e ele disse
a seu pai: "Que meu pai possa se achegar e comer de meu guisado e que sua
alma possa me abençoar."
26.27 E Isaque, seu pai, disse a ele: "Quem és tu?" E ele [Esaú] disse a ele
[Isaque]: "Eu sou teu primogênito, teu filho Esaú. E eu fiz conforme tu me
ordenaste."
26.28 E Isaque estava muitíssimo espantado e disse: "Quem é aquele que
caçõu e capturou e trouxe-me e eu de tudo comi antes de tu chegar e o
abençoei? Ele foi abençoado e toda descendência dele para sempre!"
26.29 E aconteceu quando Esaú ouviu essas palavras de seu pai Isaque que
ele gritou [chorou] em voz muito alta e lamentosa, e disse a seu pai: "Abençoa
também a mim, pai."
26.30 E ele disse para ele: "Teu irmão veio com astúcia e tomou tua benção."
E ele disse: "Agora eu sei porque o nome dele é Jacó. Eis que ele me tapeou
essas duas vezes: Ele tomou meu direito de primogenitura, e agora ele tomou
minha benção!"
{Aqui em Jub 26.30 escolhi na tradução o termo "tapeou", visto que é um
engano sem mentira. Um truque que Jacó e Deus aplicaram para fazer a
vontade de Deus pré determinada de que através de Jacó seria a
descendência prometida a Abraão. Notemos que Jacó cuida suas palavras e
não mente. Em inglês estava "supplanted" (suplantou) e em alemão estava
"hat betrogen" (enganou). Notemos que Jacó não rouba o direito de
primogenitura, ele compra. E no truque da benção de Isaque notemos que
Deus havia dito a Isaque que por Jacó seria a descendência prometida, mas
Isaque deixou que sua preferência pessoal por Esaú o levasse a querer Esaú, ou seja, Isaque deixou de ouvir a Deus e quis fazer da maneira Dele. Assim
Deus confundiu Isaque para cumprir, ainda que sem a colaboração de Isaque,
seu plano de trazer a descendência de Abraão por Jacó. Esse evento nos
mostra também que a vontade de Deus é soberana e ainda que lutemos não
podemos contra ela.}
26.31 E ele disse: "Tu reservaste uma benção pra mim, pai?" e Isaque
respondeu a Esaú: "Eis que eu o fiz teu senhor, e toda tua descendência eu
lhe dei por servos, e com abundância de milho, vinho e azeite eu o fortaleci. E
agora o que eu poderia fazer por ti, meu filho?"
26.32 E Esaú disse a Isaque, seu pai: "Tu só tem uma benção, oh pai?
Abençoe a mim também, pai." E Esaú levantou sua voz e chorou.
26.33 E Isaque respondeu e disse a ele: "Eis que longe do orvalho da terra
será tua habitação, e longe do orvalho do céu acima.
26.33 E pela tua espada tu viverás, e tu servirás teu irmão. E acontecerá que
quando tu se tornar grande, e quando for tirado [sacudido] o jugo de teu
pescoço, tu pecarás um completo pecado de morte, e tua descendência será
exterminada da terra."
26.33 E Esaú passou a ameaçar Jacó por causa de benção que seu pai dera
a ele. [Jacó] E ele [Esaú] disse em seu coração [mente]: "Que venham os dias
do luto de meu pai para que eu possa matar meu irmão Jacó."
O Livro dos Jubileus - português - Capítulo 25 - traduzido por L.Monk 2012
[Capítulo 25]
Rebeca avisa [compromete] a Jacó para que não case com nenhuma mulher
Cananéia, e o abençoa.
25.1 E no segundo ano dessa semana deste jubileu [2109 A.M.] Rebeca
chamou Jacó, seu filho, e falou com ele dizendo: "Meu filho, não tome para ti
uma esposa das filhas de Canaã, como Esaú, teu irmão, que tomou para si
duas esposas das filhas de Canaã, e elas tem amargurado minha alma com
todas as obras imundas delas. Porque todas as obras delas são fornicação e
luxúria, e não ha justiça nelas porque são malignas.
25.2 E eu, meu filho, te amo muitíssimo, e meu coração e minha afeição te
bem dizem a cada hora do dia e vigília da noite.
25.3 E agora, meu filho, ouça a minha voz, e faça a vontade de tua mãe. Não
tome para ti uma esposa das filhas desta terra, mas somente da casa de meu
pai, e dos parentes de meu pai. Tu deves tomar para ti uma esposa da casa
de meu pai, e o Deus Altíssimo te abençoará, e teus filhos serão uma nação
generosa e uma descendência santa."
25.4 E então Jacó falou com Rebeca, sua mãe, e disse a ela: "Eis, mãe, que
eu tenho nove semanas de [63] anos, e eu nunca conheci [tive relações] nem
sequer toquei qualquer mulher, nem noivei com nenhuma, nem mesmo penso
em tomar para mim uma esposa das filhas de Canaã.
25.5 Porque eu me lembro, mãe, das palavras de Abraão, nosso pai, porque
ele me ordenou não tomar esposa das filhas de Canaã, mas tomar para mim
uma esposa da descendência da casa de meu pai e de minha parentela.
25.6 Eu ouvi que filhas nasceram de Labão, teu irmão, e eu tenho preparado
meu coração para elas para tomar uma esposa dentre elas.
25.7 E por esta razão eu me guardei em meu espírito para não pecar e nem
me corromper em todos os meus caminhos todos os dias de minha vida;
Porque no que diz respeito a luxúria e fornicação Abraão, meu pai, me deu muitos mandamentos.
25.8 E apesar de tudo o que ele me mandou, esses (últimos) vinte e dois anos
meu irmão tem lutado comigo e dito freqüentemente a mim: "Meu irmão, tome
por esposa uma das irmãs de minhas duas esposas." Mas eu recuso fazer
como ele fez.
25.9 Eu juro diante de ti, mãe, que todos os dias de minha vida eu não tomarei
esposa das filhas da descendência de Canaã, e eu não agirei perversamente
como meu irmão fez.
25.10 Não temas, mãe, estejas certa de que eu farei tua vontade e andarei um
retidão, e não corromperei meus caminhos para sempre."
25.11 Então ela ergueu as mãos para o céu e estendeu os dedos das mãos, e
abriu sua boca e bem disse ao Deus Altíssimo, que criou o céu e a terra, e ela
deu a Ele graças e louvor.
25.12 E ela disse: "Bem dito seja o Senhor Deus, e que Seu nome santo seja
bem dito para todo o sempre, que me deu Jacó como um filho puro e
descendência santa; porque ele é Teu, e Tua será sua descendência
continuamente e por todas as gerações para sempre.
25.13 Abençoe-o, oh Senhor, e coloque em minha boca as bênçãos de justiça
[verdadeira bênção], para que eu possa abençoá-lo."
25.14 E naquela hora, quando o espírito de justiça [espírito de verdade]
desceu na boca dela, ela colocou ambas as mãos sobre a cabeça de Jacó e
disse:
25.15 "Bendito sejas tu, Senhor da justiça e Deus das eras. Que Ele te
abençoe (Jacó) além de todas as gerações dos homens.
Que Ele te de, meu filho, o caminho da justiça, e revele justiça a tua
descendência.
25.16 E que Ele faça de teus filhos muitos durante tua vida, e que eles surjam
de acordo com os meses do ano. E que os filhos deles se tornem muitos e
muito além das estrelas do céu, e que seu número seja maior que o da areia
do mar.
25.17 E que Ele [Deus] lhe dê essa boa terra conforme Ele disse que a daria a
Abraão e sua descendência após ele para sempre. E que eles mantenham-na
como posse para sempre.
25.18 E que eu possa ver nascidos de ti, meu filho, filhos durante a minha
vida. E que uma descendência abençoada e santa seja toda a tua
descendência.
25.19 E porque tu refrigerastes o espírito de tua mãe durante a sua vida, a
barriga daquela que te deu a luz de abençoa, e os meus seios te abençoam e
minha boca e minha língua louva a ti grandemente.
25.20 Cresça e se espalhe sobre a terra, e que tua descendência seja perfeita
na alegria do céu e da terra para sempre; E que tua descendência se alegre, e
que no grande dia da paz que eles tenham paz.
{Jub 25.20 "E que tua descendência se alegre, e que no grande dia da paz
que eles tenham paz." Parece ser uma referência ao Milênio de Cristo.}
25.21 E que teu nome e de tua descendência durem para sempre, e que o
Deus Altíssimo seja o deus deles, e que o Deus da Justiça habite com eles, e
por eles seja seu santuário construído para todas as eras.
25.22 Bendito seja aquele que te abençoar, e toda a carne que te maldizer
falsamente seja amaldiçoada."
25.23 E ela o beijou e disse a ele: "Que o Senhor do Mundo ame a ti como o
coração de tua mãe [te ama] e Sua afeição se alegre em ti e te abençoe." E
ela encerrou as bênçãos.
Rebeca avisa [compromete] a Jacó para que não case com nenhuma mulher
Cananéia, e o abençoa.
25.1 E no segundo ano dessa semana deste jubileu [2109 A.M.] Rebeca
chamou Jacó, seu filho, e falou com ele dizendo: "Meu filho, não tome para ti
uma esposa das filhas de Canaã, como Esaú, teu irmão, que tomou para si
duas esposas das filhas de Canaã, e elas tem amargurado minha alma com
todas as obras imundas delas. Porque todas as obras delas são fornicação e
luxúria, e não ha justiça nelas porque são malignas.
25.2 E eu, meu filho, te amo muitíssimo, e meu coração e minha afeição te
bem dizem a cada hora do dia e vigília da noite.
25.3 E agora, meu filho, ouça a minha voz, e faça a vontade de tua mãe. Não
tome para ti uma esposa das filhas desta terra, mas somente da casa de meu
pai, e dos parentes de meu pai. Tu deves tomar para ti uma esposa da casa
de meu pai, e o Deus Altíssimo te abençoará, e teus filhos serão uma nação
generosa e uma descendência santa."
25.4 E então Jacó falou com Rebeca, sua mãe, e disse a ela: "Eis, mãe, que
eu tenho nove semanas de [63] anos, e eu nunca conheci [tive relações] nem
sequer toquei qualquer mulher, nem noivei com nenhuma, nem mesmo penso
em tomar para mim uma esposa das filhas de Canaã.
25.5 Porque eu me lembro, mãe, das palavras de Abraão, nosso pai, porque
ele me ordenou não tomar esposa das filhas de Canaã, mas tomar para mim
uma esposa da descendência da casa de meu pai e de minha parentela.
25.6 Eu ouvi que filhas nasceram de Labão, teu irmão, e eu tenho preparado
meu coração para elas para tomar uma esposa dentre elas.
25.7 E por esta razão eu me guardei em meu espírito para não pecar e nem
me corromper em todos os meus caminhos todos os dias de minha vida;
Porque no que diz respeito a luxúria e fornicação Abraão, meu pai, me deu muitos mandamentos.
25.8 E apesar de tudo o que ele me mandou, esses (últimos) vinte e dois anos
meu irmão tem lutado comigo e dito freqüentemente a mim: "Meu irmão, tome
por esposa uma das irmãs de minhas duas esposas." Mas eu recuso fazer
como ele fez.
25.9 Eu juro diante de ti, mãe, que todos os dias de minha vida eu não tomarei
esposa das filhas da descendência de Canaã, e eu não agirei perversamente
como meu irmão fez.
25.10 Não temas, mãe, estejas certa de que eu farei tua vontade e andarei um
retidão, e não corromperei meus caminhos para sempre."
25.11 Então ela ergueu as mãos para o céu e estendeu os dedos das mãos, e
abriu sua boca e bem disse ao Deus Altíssimo, que criou o céu e a terra, e ela
deu a Ele graças e louvor.
25.12 E ela disse: "Bem dito seja o Senhor Deus, e que Seu nome santo seja
bem dito para todo o sempre, que me deu Jacó como um filho puro e
descendência santa; porque ele é Teu, e Tua será sua descendência
continuamente e por todas as gerações para sempre.
25.13 Abençoe-o, oh Senhor, e coloque em minha boca as bênçãos de justiça
[verdadeira bênção], para que eu possa abençoá-lo."
25.14 E naquela hora, quando o espírito de justiça [espírito de verdade]
desceu na boca dela, ela colocou ambas as mãos sobre a cabeça de Jacó e
disse:
25.15 "Bendito sejas tu, Senhor da justiça e Deus das eras. Que Ele te
abençoe (Jacó) além de todas as gerações dos homens.
Que Ele te de, meu filho, o caminho da justiça, e revele justiça a tua
descendência.
25.16 E que Ele faça de teus filhos muitos durante tua vida, e que eles surjam
de acordo com os meses do ano. E que os filhos deles se tornem muitos e
muito além das estrelas do céu, e que seu número seja maior que o da areia
do mar.
25.17 E que Ele [Deus] lhe dê essa boa terra conforme Ele disse que a daria a
Abraão e sua descendência após ele para sempre. E que eles mantenham-na
como posse para sempre.
25.18 E que eu possa ver nascidos de ti, meu filho, filhos durante a minha
vida. E que uma descendência abençoada e santa seja toda a tua
descendência.
25.19 E porque tu refrigerastes o espírito de tua mãe durante a sua vida, a
barriga daquela que te deu a luz de abençoa, e os meus seios te abençoam e
minha boca e minha língua louva a ti grandemente.
25.20 Cresça e se espalhe sobre a terra, e que tua descendência seja perfeita
na alegria do céu e da terra para sempre; E que tua descendência se alegre, e
que no grande dia da paz que eles tenham paz.
{Jub 25.20 "E que tua descendência se alegre, e que no grande dia da paz
que eles tenham paz." Parece ser uma referência ao Milênio de Cristo.}
25.21 E que teu nome e de tua descendência durem para sempre, e que o
Deus Altíssimo seja o deus deles, e que o Deus da Justiça habite com eles, e
por eles seja seu santuário construído para todas as eras.
25.22 Bendito seja aquele que te abençoar, e toda a carne que te maldizer
falsamente seja amaldiçoada."
25.23 E ela o beijou e disse a ele: "Que o Senhor do Mundo ame a ti como o
coração de tua mãe [te ama] e Sua afeição se alegre em ti e te abençoe." E
ela encerrou as bênçãos.
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